Ranqueamento no Google

Ranqueamento no Google: tudo o que você precisa saber

Se você chegou aqui, tem o mesmo desejo de muitas empresas: melhorar o ranqueamento no Google. A verdade é que os fatores que determinam os primeiros colocados são um grande mistério. No entanto, compreender sobre como o buscador funciona e as estratégias utilizadas pelos profissionais do marketing ajuda (e muito) a obter resultados.

Todos os anos as informações mudam e é importante estar de olhos bem abertos para as modificações. Por isso, separei diversos dados sobre este tema, além de algumas dicas atualizadas para vocês. Confira quais são agora!

Por que é vantajoso usar SEO para estar nos primeiros resultados da busca?

Se você ainda não sabe bem porque todo mundo quer aparecer na primeira página do Google, não se preocupe, explicarei de maneira simples e breve. Se você já sabe, recomendo pular para o próximo tópico.

Quando você faz uma busca qualquer no Google, como por exemplo “apartamentos em SP” verá que os primeiros na busca são anúncios. Apesar de ser uma boa ideia investir um pouco no Google para colocar sua empresa ali, a maioria das pessoas costuma passar direto por estes resultados e ir diretamente para as primeiras posições orgânicas (que não pagam para estar ali).

No entanto, para ranquear entre os primeiros resultados sem pagar o Google, você precisará criar uma boa estratégia de SEO. Você deve estar se perguntando: “mas o que raios é isso?”.

SEO é a sigla para Search Engine Optimization e representa as técnicas utilizadas para que o Google ache que seu site é uma das melhores opções para determinadas buscas e o coloque entre as primeiras posições.

Se você consegue chegar lá utilizando as técnicas corretas direcionadas para os termos que estão relacionados aos seus serviços/produtos, acredite: terá um retorno muito bom. Na segunda página ainda tem um bom tráfego, na terceira ele reduz e na quarta página em diante os retornos já não são tão bons.

Por isso, há um grande interesse em conhecer profundamente as técnicas de SEO e chegar à primeira página de forma orgânica.

Como o Google funciona?

O Google já passou por muitas transformações desde seu lançamento. Acompanhar essas alterações é vital para que você permaneça no topo. Isso mesmo: não basta chegar lá, você terá de enfrentar a concorrência para permanecer em destaque.

Enquanto isso, o objetivo do Google é entregar a seus usuários os melhores resultados para cada busca realizada e foi realizando essas modificações ao longo do tempo que ele é o site de buscas mais popular do mundo.

Sendo assim, para agradar ao Google, no fim das contas, basta ter um conteúdo que agrade ao usuário. Mas é claro que nem tudo é tão simples…

O Google segue alguns passos para posicionar a Search Engine Results Page (SERP), em português “Página de Resultados” e compreendê-los te ajudará a traçar estratégias para que seu site tenha um bom ranqueamento no Google. Conheça-as agora.

1. Rastreamento (Crawling)

O Google tem vários “robozinhos” que procuram todos os códigos e conteúdos existentes na Internet. O rastreamento feito pelo Googlebot busca novas URLs para indexar no banco de dados. As páginas que têm URLs anexadas (hiperlinks), indicam novos caminhos que se por sua vez tiverem outras URLs vão indicando outros.

Entender isso é importante porque assim você pode descobrir que os robôs não “entendem” o conteúdo em Flash. Isso significa que o seu conteúdo pode ser o melhor, se estiver em Flash, não será anexado. O ideal é desenvolver sites com HTML simples e com códigos e conteúdos que os robôs consigam ler.

2. Indexação (Indexing)

Depois de rastreadas, as URLs vão para o banco de dados e o algoritmo passa a organizar os conteúdos conforme as informações que ele apresenta para o usuário. Vale lembrar, que os robôs analisam as páginas como se só tivessem textos, por isso as palavras-chaves inseridas dentro do conteúdo ajudam os robozinhos a entender do que você está falando e indexar o conteúdo nas buscas relacionadas a esse termo.

3. Ranqueamento (Ranking)

O ranqueamento ocorre toda vez que o usuário digita um termo para realizar a busca. O algoritmo coleta a informação e vai atrás de todos os conteúdos que correspondem ao termo. A ordem dos resultados aparece de acordo com o que ele acha que é mais relevante.

Mas o que é considerado relevante para o ranqueamento no Google?

Bom. Na verdade, além do conteúdo oferecido e a qualidade das informações, o Google analisa uma série de fatores que influenciam no ranqueamento.

Entre eles estão a velocidade do site, a usabilidade, a taxa de cliques (se uma página do site aparecer na busca e não for clicada vezes o suficiente, o Google encara o conteúdo como menos relevante), histórico de buscas e as pesquisas que o usuário costuma realizar.

Vale ressaltar que, caso durante o processo de rastreamento, indexação ou ranqueamento, o Google notar que seu conteúdo é plagiado (copiado de outro site), ele simplesmente punirá o site e o derrubará drasticamente nas buscas.

Como a Internet é muito vasta, mesmo sem saber você pode acabar escrevendo um trecho de um conteúdo muito similar ao de outro site. Por este motivo, é importante utilizar ferramentas contra plágio para evitar duplicações. Já ocorreu comigo de detectar plágio em um site que eu nunca tinha acessado antes!

Eu sempre fui prevenida e por isso, sempre utilizei ferramentas para detectar plágios. A que eu utilizo atualmente é o Copyscape. Ele é pago (em dólar), mas o valor não é tão alto e vale a pena evitar que este tipo de problema ocorra e atrapalhe o seu ranqueamento no Google.

Inclusive, criar conteúdo original é uma das boas práticas de SEO, técnicas utilizadas para atender as características que o Google procura da melhor forma possível. No entanto, elas mudam com uma rapidez muito grande, pois o buscador está sempre tentando melhorar seu funcionamento para permanecer como a melhor escolha.

De acordo com um artigo da MOZ, estima-se que essas mudanças ocorram cerca de 500 a 600 vezes por ano. O que, sejamos francos, é um número impressionante. Por isso, os profissionais que trabalham com Inbound Marketing precisam se atualizar o tempo todo para acompanhar essas mudanças.

Há alguns anos, repetir a palavra-chave várias vezes ao longo do artigo já era o suficiente para estar entre os primeiros. Porém, se você utilizar essa prática agora, ao invés de conquistar o ranqueamento no Google, ele vai punir seu site, pois ele entenderá como uma prática para enganar o algoritmo. E acredite, tem gente que ainda utiliza essa técnica por não saber dessa informação.

Quais são as atualizações mais importantes de 2019?

O ano de 2018, bem como os anteriores, foram de grandes mudanças no algoritmo e, para conquistar o ranqueamento no Google em 2019 é preciso conhecê-las. Eu separei as principais para vocês.

Panda

Lançada oficialmente em 2011, essa atualização teve grande impacto em diversos sites ao punir práticas consideradas inapropriadas como conteúdo duplicado, excesso de palavras-chave, textos gerados por ferramentas, páginas com poucos conteúdos, páginas com anúncios demais e sites que lotavam as páginas com links para gerar backlinks.

Penguin

Em 2012 foi a vez do Penguin causar impactos nos resultados do buscador. O objetivo era evitar que existissem páginas “otimizadas demais” e o Google Penguim atingiu sites que tinham como objetivo “enganar” o algoritmo.

Hummingbird

Essa atualização foi excelente para otimizar os resultados do Google e facilitar a produção de conteúdo de qualidade. Ele permitiu que as páginas pudessem ser encontradas sem a necessidade de que o resultado tivesse exatamente a mesma correspondência. Agora, sinônimos e palavras do mesmo campo semântico podiam ser encontradas na mesma busca.

Isso deu fim a práticas antigas que eram utilizadas, mas que atrapalhavam a leitura do conteúdo, como a otimização de palavras-chave “apartamento SP” que ficava da seguinte forma no texto:

Se você procura por apartamento SP, está no lugar certo…

Estranho, né? Mas era a forma encontrada para ranquear naquele tempo. Depois dessa atualização, quem escreve “apartamento SP” também encontra resultados com “apartamento em SP” ou mesmo “apartamentos em SP”, “apartamentos em São Paulo”. Então, colocar a palavra-chave exatamente igual não é mais necessário.

Pigeon

O Pigeon chegou em 2014 e passou a considerar a localização do usuário na hora de entregar os resultados da busca. Se você procurar por restaurantes, aparecerão os mais próximos, a menos que você insira restaurante + o bairro desejado. Muitos sites caíram de posição, em contrapartida, páginas de pequenos negócios locais conseguiram se posicionar e os usuários passaram a encontrar estabelecimentos mais próximos de onde estavam.

Mobilegeddon

A utilização dos dispositivos móveis para acessar o buscador não parava de crescer, por isso, em 2015, o Mobilegeddon chegou para posicionar melhor sites mobile-friendly.

Dessa forma, os usuários passaram a ter acesso a sites com design responsivo, que podiam ser acessados mais facilmente por meio do celular. Como essa atualização já estava sendo anunciada há um tempo, a maioria dos sites já tinha se preparado a ela e o efeito não foi tão grande.

RankBrain

O RankBrain é uma evolução do Hummingbird em que o algoritmo passou a usar inteligência artificial e machine learning. Na prática, isso significa que o Google aprende sobre o que você pesquisa, onde costuma clicar e oferece os resultados mais relevantes personalizados para você.

Ocorrida em 2015, essa atualização foi uma grande conquista e mudou a forma como os resultados são apresentados e, consequentemente, como os conteúdos devem ser produzidos.

Tendências para ranqueamento no Google em 2019

Se você chegou até aqui, já conhece bem o Google, mas isso não é tudo. É importante estar sempre a um passo a frente se você quer mesmo dominar os primeiros resultados. Eu conferi umas tendências muito interessantes e quero compartilhá-las com vocês.

É preciso evitar a redução de cliques

O Google quer reduzir a taxa de cliques em resultados da busca orgânica e aumentar a taxa dos anúncios pagos — o que é bem óbvio, pois ele lucra mais com eles.

Além de realizar mudanças para destacar anúncios pagos, alguns resultados que aparecem na primeira página não estão recebendo cliques. O motivo? O Google está disponibilizando o resultado na própria página de resultados.

Quando você busca por “5 cidades mais populosas do Brasil”, por exemplo, ele mostra a lista das cidades seguida do número de habitantes. Com isso, a pessoa não precisa mais entrar no site para descobrir o resultado, a menos que ela queira mais informações.

Ranqueamento de palavras-chave no Google

O mesmo ocorre quando você procura a previsão do tempo de uma cidade específica.

Uma forma de reduzir os impactos é trabalhar em palavras-chave de cauda longa de buscas mais específicas, já que elas geralmente não conseguem ser respondidas somente com uma frase, uma imagem ou uma lista.

Foque também em palavras-chave com alta taxa de cliques, não apenas de volume de pesquisa. E comece a incluir uma estratégia de captação de leads para não depender do Google para falar com as pessoas interessadas em seus produtos.

Foque em trazer as respostas que os usuários procuram

De acordo com estudos do Think With Google, os usuários estão fazendo perguntas ao Google como se fossem conversas. Aqui vai um exemplo para você compreender melhor:

Ao invés de “melhor laptop”, os usuários estão perguntando “qual o melhor laptop para jogos”. Buscas “para mim” também estão se tornando frequentes, como por exemplo “qual o melhor hotel perto de mim”. As pessoas estão pedindo conselho ao Google e buscam resultados que sejam assim: conselhos de amigos.

Isso afeta a forma como os artigos são produzidos, já que é preciso compreender a fundo a audiência e levar as respostas com a linguagem adequada a elas. Além disso, é importante garantir que está respondendo ao questionamento, para que a pessoa não se sinta “enganada”. Caso contrário, é possível que ela interrompa a navegação do site e não volte mais.

Priorize a experiência do usuário em dispositivos móveis

Em 2018 o Google começou a implementar o mobile-first index e em 2019 ele deve se consolidar. Com ele, o Google começará a analisar a versão mobile para verificar em qual ranking o resultado deve aparecer. Sendo assim, é hora de priorizar o layout para o celular e só então adaptar para o desktop para obter bons resultados de ranqueamento no Google.

Seu site precisa carregar no menor tempo possível

Em uma sociedade cada vez mais imediatista, as pessoas querem encontrar resultado rapidamente. Seja por estar realizando uma busca durante o horário de almoço ou apenas por impaciência, elas costumam fechar sites que não carregam rápido o suficiente.

O Google sabe disso e já está beneficiando páginas com carregamento rápido. O AMP Project é uma prova disso. Encabeçado pelo Google, ele é uma iniciativa de código aberto que visa desenvolver páginas de conteúdos estáticos que carreguem rapidamente nos celulares. Nos resultados, as páginas AMP são identificadas com um selo e aparecem em destaque.

A velocidade também se tornou um fator de ranqueamento no Google em dispositivos móveis. Desde 2010 isso já era feito em desktop, mas os dispositivos móveis só entraram na lista em julho de 2018.

Mostre ao Google qual tema você domina

Para determinar quem entende sobre um tema, o Google analisa o site em busca do tipo de conteúdo que você publica. Se no seu site tem muitos textos sobre um assunto diferente do que você realmente quer focar, sua estratégia precisa ser remodelada.

Além de escrever sobre o tema certo, insira links internos para que o Google veja que um artigo tem relação com o outro. Aqui no Letrase eu falo muito sobre marketing de conteúdo, embora explore outros temas de marketing digital. Faz parte da minha estratégia para alcançar um bom ranqueamento no Google.

Torne o seu site seguro

A segurança dos usuários também é uma preocupação do buscador. Por este motivo, ele passou a adotar o protocolo HTTPS como um fator de ranqueamento já em 2014. No entanto, em 2018 ele tomou uma decisão mais “drástica”, que foi a identificação de sites HTTP (sem HTTPS) como não seguro no Google Chrome.

Considerando que este navegador é muito utilizado, se o seu site ainda não investe neste aspecto, você deveria pensar em mudar isso o quanto antes.

Analise a estrutura do seu site

Mesmo com um site rápido e responsivo, se o usuário entrar e não conseguir localizar o que procura ele vai deixar o site rapidamente. Por isso, é importante analisar a arquitetura da informação do site, inserir URLs amigáveis e navegação intuitiva.

Também é preciso organizar os conteúdos com títulos, intertítulos, gráficos, imagens, lista numerada, entre outros recursos que melhorem a experiência de navegação.

Lembre-se de que o tempo de permanência no site também conta como fator para ranqueamento, portanto, produza bastante conteúdo e dê preferência a informações ricas, mesclando artigos curtos com outros maiores e complexos.

Agora que você já sabe como funciona o ranqueamento no Google e quais são as tendências para 2019, conheça essas 5 ferramentas gratuitas para pesquisar palavras-chave e otimize ainda mais sua estratégia!

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Estudante de Letras, apaixonada por escrever. Especializada em marketing de conteúdo, estou no segmento há mais de 3 anos.
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